Virou
lugar-comum dizer que vivemos em uma '' sociedade da informação'' ou em uma
" sociedade do conhecimento", na qual a informação, o know-how, o
saber, a competência tornaram-se, ao longo das últimas décadas, os bens mais
preciosos. Por isso, vale a pena
refletir, mesmo que brevemente, sobre o significado dessas transformações social
e sobre como ela se modifica de abordarmos o saber histórico na sala de aula.
A
sociedade do conhecimento é marcada, em primeiro lugar, pelo desenvolvimento
explosivo da tecnologia da informação (TI), que introduziu novas formas de
produção e, em consequências, novos modos de relacionamento entre as pessoas.
O
e-mail, as redes sociais, os celulares, os tabletes e os diversos meios de comunicações
imediata sedimentaram uma sociedade em rede, na qual as relações sociais são
intensificadas e, ao mesmo tempo, esvaziadas, aproximando pessoas distantes e distanciando
pessoas próximas, encurtando distâncias e acelerando o tempo, mas reduzindo a
possibilidade que se tem para desfrutar a companhia dos amigos e familiares.
O
jovem contemporâneo busca em comunidade virtuais a possibilidades de
estabelecer relações sociais e de comunicações em torno de temas da sua
preferência. Estudos como os do sociólogo espanhol Manuel Castells apontam que
mesmo na fluidez do mundo virtual há uma busca por identificação, porém esta independe
de lugar, cultura, etnia e nacionalidade.
A
formação da identidade no mundo virtual acontece a partir da criação de um
perfil (apresentação das principais características e preferências), xom o qual
se estabelece contato com outras pessoas.
A
procura dos jovens por novas formas de relações sociais e de reconhecimento traduz-se
nas relações virtuais, que são eletivas e pessoais. Hoje, as referências de gêneros,
etnias, classe social, nacionalidade, profissão e estado civil não são fixos,
mas fluidas e mutáveis. Porquanto, o que está se formando agora são identidades
híbridas, já que apresentam traços das comunidades locais e aspectos culturais
globais.